Baoba Stereo Club + M.Takara – dsm015.

BSC MT 2

Lançamento – BAOBA STERO CLUB + M.TAKARA – dsm015 (LP12″/CD)

O Baoba Stereo Club é um trio, que foi duo até 2009, mas atualmente tem se apresentado como quarteto com a participação do jovem mito Maurício Takara (Hurtmold, SP- Underground e M.Takara 3).

Em 2006, no EP de estreia, a parceria começou com um remix feito pelo Maurico de uma das faixas do disco. Essa proximidade musical vem antes mesmo do BSC, surgiu em bandas e projetos mais antigos, fazendo com que esse novo EP soasse inesperado e ao mesmo tempo natural.

O EP, lançado em CD (Desmonta) e vinil (UnWork.Inc/Desmonta/Fatiado Discos), foi gravado ao vivo e traz cinco faixas: quatro composições inéditas e uma regravação.

Assim como no último disco, Henrique Diaz assina as guitarras, Bruno Gold os pianos e Paulo Soares percussão e bateria. Os trompetes, sintetizadores e tenori-on ficam por conta de Mauricio Takara. A arte foi feita pelo grande artista plástico e quadrinista Rafael Coutinho, que já teve mostras na Choque Cultural e lançamentos independentes e pela Cia das Letras. Além do CD e Vinil, foi lançada uma série de gravuras numeradas e assinadas da capa do disco.

Os primeiros shows do disco acontecem entre Abril e Maio de 2013, numa turnê pelo Reino Unido, Portugal e Espanha.

>>> O cd já está disponível para venda; clique aqui.

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Cogumelo Panda – dsm014.

CP_OK

A partir de hoje (02.04) está dada a largada para a venda do CD do grupo Cogumelo Panda. O cd é o primeiro a ser lançado em um formato de “disco cheio” com 11 músicas produzidas de cabo a rabo pela banda. Em 2010, lançaram o ep “O diário de Yuri Gagarin” pela BafoQuente/Desmonta. O “ep” teve a tiragem esgotada em pouco tempo e acabou rendendo algumas apresentações do grupo (recentemente parte do MAO, na MTV) e adjetivos mil, de “rap psicodelico” à “freak rap” (?!?!). Seja lá o que isso significa, é chegada a hora do primeiro disco.

Ficha técnica: O disco foi gravado e mixado por Cogumelo Panda e James Henrique no Derrue Estúdio em meados de 2011 e 2012. As bases são todas do Zé Rolê (Psilosamples). A masterização foi feita pelo Fernando Sanches no Estudio El Rocha. A participação em “arca de noé” ficou por conta do Rodrigo Brandão, a parceria na escrita em “noite” foi do Guilherme Valério e a arte foi feita pelo Marcio Marianno.

>>> Para comprar, envie um email para shop@desmonta.com informando a quantidade desejada, seguido de nome e endereço completo. (Rua, Cidade, Estado, CEP). Você receberá um e-mail com o valor da postagem incluso na sua compra e os dados para depósito bancário. Após o depósito seu pedido será enviado._Preço do CD: R$10 + postagem.

Para comprar este e outros titulos, clique aqui.

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Phil Minton e Audrey Chen no Brasil.

Foto: Thomas Weiss/WEISSFOTO-Bielefeld - www.aolc.de

Em abril, chega ao Brasil para algumas apresentações o duo Phil Minton e Audrey Chen. Phil Minton já este no Brasil diversas vezes em diferentes ocasiões, se apresentando solo, com o quarteto SPEEQ (formado por Luc-Ex, Veryan Weston e Mark Sanders), ou em duo com o baterista holandês Han Bennink. Audrey Chen também já esteve por aqui fazendo apresentações solo e participações ao lado dos músicos Mauricio Takara, Miguel Barela, Thomas Rohrer e Panda Gianfratti.

Além das apresentações em duo, acontecerão algumas oficinas e palestras apresentadas por Phil Minton, intitulada FERAL CHOIR.

Referência da improvisação livre mundial, o cantor britânico Phil Minton apresenta-se em duo com a também cantora sino-americana Audrey Chen, parceria que resultou no CD By The Strem, lançado no início do ano. Com grande domínio vocal, ambos utilizam a variedade de sons que produzem, que inclui ruídos e sons não convencionais, para expandir as possibilidades da voz e explorar novas formas musicais por meio de um intenso diálogo.

Abaixo seguem as datas já confirmadas, entre shows e oficinas:

> 11.04 (quinta-feira) – SHOW DUO
Pouso Alegre/MG @ Conservatório de Música de Pouso Alegre
R. Francisco Sales, 116 | 20hs
(Entrada Gratuita)

> 12.04 (sexta-feira) – FERAL CHOIR
São Paulo/SP @ CCSP
Rua Vergueiro 1000 | 19hs
(As vagas serão preenchidas de acordo com a ordem de chegada dos participantes)

> 13.04 (sábado) – SHOW DUO
São Paulo/SP @ CCSP
Rua Vergueiro 1000 | 21hs
(Entrada gratuita, retirada de ingressos: na bilheteria, duas horas antes do início do show)

> 14.04 (domingo) – Show: Phil Minton/Audrey Chen/Miguel Barella (SOKKYOTTO#12)
São Paulo/SP @ Otto Bistro
Rua Pedro Taques, 129 – Consolação – São Paulo/SP
19hs | Minimo sugerido, R$10

> 15.04 (segunda-feira) – Phil Minton (FERAL CHOIR “oficina”)
São Paulo/SP @ Instituto de Artes da Unesp
Rua Dr Bento Teobaldo Ferraz, 271 – Barra Funda – São Paulo/SP
18h30 | Entrada Gratuita

> 15.04 (segunda-feira) - Show: Phil Minton/Audrey Chen + Coletivo Abaetetuba.
São Paulo/SP @ B_Arco
Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, n°426 – Pinheiros – São Paulo/SP
21hs

foto: divulgação

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Zomes (Asa Osborne) em turnê no Brasil.

Zomes - Photo by Ports Bishop - Asa BW (Ports Bishop)

Zomes é o projeto solo do músico Asa Osborne, guitarrista da banda Lungfish (Baltimore/EUA). Asa vem ao Brasil para uma série de shows que antecede o início da turnê de seu novo disco “time was”, que será lançado pelo selo Thrill Jockey, com data prevista para o dia 16 de abril. As datas no Brasil terão início a partir do dia 01 de março até o dia 08 de março, passando pela seguintes cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Jundiaí e Goiânia.

“A característica repetitiva do ZOMES (projeto solo do músico Asa Osborne) lembra tanto a tradição da música oriental, bem como o trabalho de Osborne como guitarrista da banda Lungfish (banda formada por ele e o músico Daniel Higgs em meados dos anos 80). Padrões emergem e se desintegram, espaços se expandem e contraem, tudo em um padrão cíclico, que por natureza é capaz de transportar o ouvinte para outros estados e sensações.”

Abaixo seguem as datas e cidades confirmadas:

>>> 01.03 (sexta-feira)
Pouso Alegre/MG @ Divina Cultura
Rua Adolfo Olinto 43, centro | Pouso Alegre | 18hs
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>>> 02.03 (sábado)
São Paulo/SP @ Serralheria (+M.TAKARA e MARCOS GEREZ)
Rua Guaicurus 857, lapa | São Paulo | 20h30 | R$20 |
_lista de desconto
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>>> 03.03 (domingo)
Rio de Janeiro/RJ @ Ãudio Rebel. (+Estevão Casé)
Rua Visconde de Silva 55, botafogo | Rio de Janeiro | 20hs | R$12
_evento no facebook

>>> 05.03 (terça-feira)
Jundiaí/SP @ Ateliê Casarão
Rua Doutor Almeida, 265, centro | Jundiaí | 20h30 | R$10
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>>> 06.03 (quarta-feira)
Santo André/SP @ 74 Studio (+M.TAKARA)
Rua Itobi, 325, Vila Alpina | Santo André | 20h30 | R$10
_evento no facebook

>>> 07.03 (quinta-feira)
São Paulo/SP @ CCSP
Rua Vergueiro 1.000 | São Paulo | 20h30 | Entrada gratuita

>>> 08.03 (sexta-feira)
Goiânia/GO @ Estúdio Ilha (+Bruno Abdala e Bruno Ribeiro)
Rua 123, nº 121, St – Sul | Goiânia | 21hs | R$10
_evento no facebook

Asa Osborne of Zomes. from Joe Stakun on Vimeo.

>>> Ãudio:

foto: ports bishop

www.desmonta.com

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M.Takara e Baoba Stereo Club em São Paulo.

takara por caroline bittencourt 004

>>> M.Takara em apresentação solo. A noite ainda conta com o show do trio Baoba Stereo Club.

Data: 26.01 (sábado)
Local: Casa do Mancha
Endereço: Rua Filipe de Alcaçova, s/n – Vila Madalena

Abertura da casa: 18h [show às 20h]
Quanto: R$15
*só aceita dinheiro

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www.desmonta.com

(foto: caroline bittencourt)

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Duo Amado Ferrandini no Brasil.

1211 Amado Ferrandini na ZDB (Hurricane) by Vera Marmelo

(fonte: sesc)

O saxofonista português Rodrigo Amado é um dos principais nomes da livre improvisação na Europa. Com 30 anos de carreira, 10 álbuns gravados e parcerias, no palco e no estúdio, com nomes como Gerald Cleaver, Dominic Duval, Dennis Gonzalez, Kent Kessler, Paal Nilssen-Love, Carlos Zíngaro, entre outros, consolidou uma obra característica. Nesta primeira passagem pelo país, Amado se apresenta ao lado do baterista Gabriel Ferrandini, membro do Motion Trio, Red Trio, do grupo eletroacústico Flu e parceiro de nomes como John Butcher, Nate Wooley e Arthur Doyle.

>>> Datas:

*** O duo ainda faz uma única apresentação no Rio de Janeiro/RJ:

31.01 (quinta-feira)
Local: Audio Rebel
Endereço: Rua Visconde Silva 55, Botafogo/RJ
Quanto: R$10
Horário: 20h30

02.02 (sábado)
Local: SESC Belenzinho
Endereço: Rua Padre Adelino, 1.000 / Belenzinho / São Paulo – SP
Horário: 21hs
Quanto: _R$ 24,00    [inteira]
_R$ 12,00    [usuário matriculado no Sesc e dependentes, aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante]
_R$ 6,00    [trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes]

03.02 (domingo) | Grátis !!!
Local: SESC Santos
Endereço: Rua Conselheiro Ribas, 136 / Bairro Aparecida
Horário: 18hs
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Sobre RODRIGO AMADO:
(por Fabricio Vieira | fonte: freeformfreejazz.com)

Quando falamos em jazz/free jazz/free improv realizados na Europa logo vêm à mente nomes de músicos alemães, franceses, ingleses e italianos, mas, dificilmente, nos lembramos dos portugueses. Como ocorre com a produção jazzística argentina, raramente nos deparamos com um lançamento ou uma apresentação de seus músicos no Brasil. Todavia, mesmo na seara mais abstrata da free improv, Portugal tem nomes de respeito, como o veterano violinista Carlos Zíngaro e o jovem guitarrista Manuel Mota (que abriu para o Sonic Youth no Porto, em show solo). Mas a ideia aqui não é a de dissertar sobre o território jazzístico português e sim destacar o trabalho de um saxofonista que tem conquistado crescente espaço na cena internacional: Rodrigo Amado.

Nascido em Lisboa em 1964, Rodrigo Amado iniciou seus estudos de saxofone apenas aos 17 anos. Tendo estudado com Carlos Martins e passado (brevemente, afirma) pela tradicional ‘Escola de Jazz do Hot Club de Portugal’, Amado iniciou-se no alto, indo depois para o barítono e chegando, mais recentemente, ao tenor (que tem se destacado em seus últimos discos). Depois de passar por bandas mais ligadas ao rock e/ou a rumos experimentais distantes do mundo jazzístico, Amado foi direcionando seu foco, especialmente a partir de meados dos 90, ao campo da free improvisation. Em sua jornada, já se encontrou em palco ou estúdio com nomes como Gerald Cleaver, Dominic Duval –dois grandes músicos que já pudemos apreciar em nossos palcos–, Dennis Gonzalez, Kent Kessler, Paal Nilssen-Love, Carlos Zíngaro, Vinny Golia, Raymond Strid e Mike Bisio. Mais recentemente, Amado estabeleceu um grupo fixo, o “Motian trioâ€, formado com os também portugueses Miguel Mira (celo) e Gabriel Ferrandini (bateria). Com essa formação lançou, em 2009, o elogiado disco “Motian Trioâ€.

Com sopro mais próximo (e não me refiro a uma questão geracional, mas sim estética) de um Ken Vandermark do que de Brotzmann, Braxton ou Evan Parker, o saxofonista português tem desenvolvido uma obra que já conta com uma sólida sintaxe. São nove os álbuns que trazem Amado como líder ou co-líder. O último, Searching for Adam, é um quarteto (sax, trompete, baixo, bateria) que tem nas baquetas Gerald Cleaver, que esteve com o Ivo Perelman Quartet pelo Sesc em setembro. Amado desfia seu fraseado alternando picos de ataque com articulações de sílabas alongadas e ruminantes, tudo isso gestado a partir de aberturas movidas por rastros melódicos, contemplativos às vezes. Dono de voz singular e penetrante, Amado tem saboreado a ampliação do reconhecimento à sua criação musical (está na hora de alguém convidá-lo a vir e engrandecer nossos palcos!).

Além de desenvolver seu trabalho como saxofonista, Rodrigo tem atacado em outras frentes. Em 2001, se uniu aos irmãos Pedro e Carlos Costa em torno do selo Clean Feed –importante referência dentre os distribuidores de música free na Europa de hoje. Em 2005, fundaria seu próprio selo, “European Echoesâ€, pelo qual tem distribuído seus discos mais recentes. Outra faceta do saxofonista é a de fotógrafo. Fotos suas podem ser conferidas em capas/encartes de seus álbuns. Amado tem exposto em diferentes galerias e algumas de suas séries fotográficas estão disponíveis em seu site. Para completar sua multifacetada criação, ele passou a exibir sua face de crítico de jazz, no periódico “Públicoâ€.

Já é tempo de os ouvintes brasileiros interessados em jazz/free jazz/free improv expandirem seus horizontes auditivos para além dos trajetos usuais e captarem o que têm sido feito por nossos ‘hermanos’ argentinos e portugueses. Muita coisa a ser descoberta. Esse deveria ser um intercâmbio simples, fluido e intenso; porém, por essas infelicidades que tumultuam os processos culturais e artísticos, não tem ocorrido… hora de mudanças?

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Links relacionados:

http://www.rodrigoamado.com/

http://www.redtrio.info/

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Pré-venda do cd Metá Metá “metal metal”.

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Já está disponivel a pré-venda do cd Metá Metá “metal metal” por R$10 (unidade). As encomendas já podem ser feitas pelo o email shop@desmonta.com.

Para receber o cd em casa, favor enviar por email o endereço completo + CEP para o cálculo de frete. Você receberá um e-mail com o valor da postagem incluso na sua compra e os dados para depósito/tranferência bancária.

Todos os pedidos serão enviados somente a partir do dia 17 de dezembro mediante o comprovante de depósito/tranferência bancária.

>>> O cd “metal metal” também estará à venda no show de lançamento no SESC Vila Mariana em São Paulo no dia 16 de dezembro (domingo).

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>>> Show de lançamento:

Quando: domingo (16.12.12) às 18hs.

Local: SESC Vila Mariana

Endereço: Rua Pelotas 141, Vila Mariana – SP.

Quanto: _R$ 24,00 [inteira] | _R$ 12,00 [usuário matriculado no Sesc e dependentes, aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante] | _R$ 6,00 [trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes]

+infos: http://www.sescsp.org.br/

Com:

Kiko Dinucci – voz, guitarra e violão

juçara Marçal – voz

Thiago França – saxofone

Marcelo Cabral – baixo

Serginho Machado – bateria

Samba Sam – percussão

>>> Baixe o disco “metal metal” em mp3, clique aqui.

>>> foto: Fernando Eduardo

>>> O primeiro cd do Metá Metá também encontra-se em estoque pra venda por R$10 (unidade).

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M.Takara disponibiliza ep gratuito.

takara por caroline bittencourt 056

No dia 10 de outubro o músico Mauricio Takara disponibilizou gratuitamente em seu canal do soundcloud um EP “ep fantasma” com 6 faixas. É só baixar, clique aqui.

foto: caroline bittencourt

M.Takara (soundcloud) > http://soundcloud.com/mtakara

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Metá Metá “metal metal” – dsm013.

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Metá Metá lança segundo disco “metal metal” e disponibiliza download gratuito em sua página oficial na internet.

>>> Sobre MetaL MetaL:

Quando lançaram Metá Metá em 2011, Juçara Marçal, Kiko Dinucci e Thiago França dividiam o disco em dois, como se houvesse um lado A/lado B imaginário. Na segunda metade do álbum, o disco ganhava um corpo mais denso, além do trio voz, violão e sax, apareciam novos instrumentos: bateria (Sergio Machado) e Percussão (Samba Sam). Canções como Vias de Fato, Oranian e Obá Iná eram mais pesadas que as demais.
Nos shows do álbum, os integrantes, ao tocar essas canções mais pesadas apelidavam o momento de Metal Metal. O show ganhou ainda mais peso com a presença do baixista Marcelo Cabral.
Ao abrirem a apresentação de Femi Kuti em São Paulo, Metá Metá fez uma apresentação em formato totalmente elétrico, com versões mais rápidas e explosivas. Surgiu a idéia de fazer um show/álbum inteiro nesse formato.
Gravado em junho de 2012, no estúdio El Rocha em São Paulo, por Fernando Sanches, MetaL MetaL flerta com punk, metal, noize, free jazz, música africana, latina, brasileira.
MetaL MetaL carrega uma ironia em seu nome, uma discussão sobre o que é tocar rock hoje em dia. Contrapondo-se ao gênero, que, muitas vezes se apresenta desgastado, com fórmulas limitadas que se repetem há décadas. O álbum de Juçara, Kiko e Thiago dialoga com o rock como atitude, jeito visceral de tocar, não como gênero. Mistura-se a influências diversas, sobretudo à linguagem da polifonia africana, sem deixar de se relacionar com o meio urbano, a cidade e o contemporâneo.

>>> Foto: Fernando Eduardo

MetaL MetaL é:
Juçara Marçal – voz
Kiko Dinucci – voz, violão, guitarra e percussão
Thiago França – sax, flaura e EWI
Marcelo Cabral- baixo
Sergio Machado – bateria
Samba Sam – percussão

Gravado em junho de 2012 no estúdio El Rocha, por Fernando Sanches
Gravuras – Kiko Dinucci
Arte gráfica – Gina Dinucci e Marcio Marianno
Selo – Desmonta
Produção – Metá Metá
Mixagem e masterização – Fernando Sanches (estúdio El Rocha)

Faixas:
1- Exu [DP- tambor de mina nagô (Maranhão)]
2- Oya (Douglas Germano/Kiko Dinucci)
3- São Jorge (Kiko Dinucci)
4- Man feriman (DP – cantiga para Oxun – candomblé)
5- Rainha das Cabeças (Douglas Germano/Kiko Dinucci)
6- cobra rasteira (Kiko Dinucci)
7- Logun (Kiko Dinucci)
8- Orunmila (Douglas Germano/Kiko Dinucci)
9- Tristeza Não (Alice Ruiz/Itamar Assumpção)

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>>> Metal sobre Metal — Escutar de novo, pela primeira vez
Por Bernardo Oliveira

Baby, baby, baby, não se assuste, a cidade é iluminada! Mas serena? Tranquila? Não, definitivamente. Como te (en)cantar, São Paulo? Como lançar o feitiço da canção por sobre teu asfalto, cantar o encantamento de teus desencantos, ligada no 220, na “padocaâ€, nos olhares discretos e garagens infinitas? As respostas possíveis foram dadas pelos punks da periferia, pelos rappers, pelos versos tortos da lira — e mesmo teu samba é anômalo! Teu corpo inteiro é vasto e cresce multidirecionado, mas muitos reconhecem em ti uma “periferiaâ€, desencavada do esquecimento estratégico para habitar para sempre nosso imaginário (blame on the boogie, Nelson Triunfo, Racionais…). Seus abismos sociais, interações tímidas e canções paradigmáticas, que entoam a cidade remota, a cidade dos que “moram longe†(longe de quem, de onde?), que padecem da falta de condução, “se eu perder esse trem que sai agora às 11h…†Como cantar esta cidade munido apenas por violão, saxofone e uma voz? Como fugir da maldição da MPB, do “sambinha†e da “mpbezinhaâ€, munidos com as mesmas armas? “Das armas brancas, químicas quentes, música é a preferida…â€

A armadura instrumental pode não deixar dúvidas, mas o que fazer diante do fato de que as dúvidas simplesmente desmoronam? Basta assimilarmos uma realidade improvável, segundo a qual teriam marcado encontro na mesma encruzilhada, sob a bênção de todos os orixás, a radicalidade do improviso jazzístico de Peter Brötzmann, o peso do Black Sabbath, os afrosambas de Vinícius e Baden Powell, os detritos sonoros do drone, os ruídos no wave, a pegada do punk e do metal, a música da umbanda e do candomblé, as dissonâncias de Arrigo e Sonic Youth, a pujança do tambor de mina, da ciranda, da umbigada, o canto das três raças, o cinema falado, a escola de samba e a onipresença de Benedito João dos Santos Silva Beleléu, vulgo Nego Dito, cascavé, ensinando a bater cabeça no sobressalto do afoxé, e a fazer riff de metal no galope acertado de um “batuque†de cordas e sopros…

Kiko Dinucci converte seu instrumento em um híbrido de violão e guitarra, mas também assume as formas do atabaque e do agogô. Adapta o instrumentos às técnicas do “piano preparado†de John Cage, interpondo um pedaço de plástico entre as cordas e o corpo do violão. Por vezes, emula uma banda inteira através da utilização de pedais de distorção, palhetadas abafadas, linhas de baixo repletas de intervalos menores, acordes dissonantes, dedilhados abertos e muito suingue. Os sopros de Thiago França extrapolam o papel de “solistas†geralmente consagrado a este instrumento, e, tal como o violão, se afirmam a partir de uma série de possibilidades imprevistas: percutindo as chaves, criando desenhos rítmico-melódicos para servir como acompanhamentos e usando as ressonâncias da respiração para criar texturas sinistras. Com seu timbre versátil e interpretação precisa, Juçara Marçal é a maior cantora brasileira surgida nos últimos 30 anos. Como nenhuma outra, conjuga força expressiva e espontânea, com versatilidade e, o que mais chama a atenção, dosagem precisa de emoção na emissão e nos floreios, o que a destaca de grande parte das cantoras da atualidade.

Ressalto as qualidades instrumentais do conjunto porque, além da concepção, é a execução um dos grandes baratos de Metal Metal, segundo álbum do trio Metá Metá. Se a expressão indica a síntese de uma tríade (“metá†em iorubá significa “trêsâ€), adequada à sólida argamassa destilada pelo grupo em suas apresentações, o emprego do parônimo Metal Metal não só reforça a soldagem consistente de seus talentos, como também alude ao bater dos ferros do candomblé, à batucada digital do Kraftwerk de “Metal on Metalâ€, do heavy metal de linhas melódicas menores e sombrias, apontando para uma linha fora da curvatura: o discurso da “música popular†tomado por inflexões e perspectivas absolutamente destoantes de tudo o que vem sendo feito nesta seara.

Em seu último livro, Desde que o samba é samba, o escritor Paulo Lins narra uma visita de Brancura, célebre sambista do Estácio, ao terreiro de umbanda. A mãe de santo se vira para o compositor e diz: “Faz um ponto pro Pai Joaquim do Cruzeiro das Almas, Brancura! Quando a gente vai cantar pra ele, fica cantando esses pontos velhos — pediu a mãe de santo — Ele cuida tanto de você.†A cena, descrita com a fluência dos videntes, capazes de reportar à força de um acontecimento, ilustra um procedimento comum na constituição da umbanda e do candomblé em território brasileiro: a porosidade do corpus musical das religiões afro-brasileiras, aberto à contribuição criativa dos fiéis e seguidores.

Das nove faixas de Metal Metal, pelo menos três se aproximam da canção litúrgica na qual se especializaram não só Brancura, mas também Pixinguinha (sendo “Yaô†sua contribuição mais conhecida): “Oyáâ€, parceria de Dinucci com Douglas Germano, oferece uma pungente roupagem jazzística em alusão à batucada ritual do candomblé; tingida por uma proximidade com a música cósmica de Sun Ra, o afrobeat “Logunâ€, composto por Dinucci (“Caçador que marca com arô não se perde…â€); e a incrível regravação de “Rainha das Cabeçasâ€, composta por Dinucci e Germano, registrada pelo Bando Afromacarrônico em 2008, preenche todo o espaço com seu ritmo frenético e versos de devoção:

“Awoió ori dori re
Iyemanjá cuidou
Adé, alá, beijou
E encheu o ori de mar…â€

Faixa introdutória de Metal Metal, “Exu†abre-alas: o sax combina ruídos, ambiências e melodias soltas, o violão percussivo se transfigura em um terreiro de candomblé e Marçal solta a voz como quem lança impiedosamente o fio de uma espada sobre os sentidos do ouvinte. “Man Ferimanâ€, outra composição de domínio público, ganha uma roupagem repleta de dedilhados e intervenções do sax. Em alusão ao vocabulário e à cadência dos pontos litúrgicos, “Cobra Rasteiraâ€, composta por Dinucci, é a única a remeter à música latina, ao passo que “São Jorge†faz referência ao afoxé, texturizado por efeitos e intervenções instrumentais admiravelmente imprevistas. “Tristeza nãoâ€, composição inédita de Itamar e Alice Ruiz, encerra o trabalho a meio caminho dos Stones de “Can’t You Hear me Knockin’â€: um peso descomunal entoado com singeleza e concentração comoventes.

Metal Metal reforça uma concepção calcada no punch da execução e nas infusões sonoras inesperadas, executada por três artistas que empunham seus instrumentos como um campo aberto de experiências. Operando por contraste com o discurso dominante da chamada MPB, a música do Metá Metá expõe o ouvinte a uma experiência situada entre a familiaridade e a desorientação — escutar de novo, pela primeira vez. Recusa-se, ao contrário do que se espera hoje da sigla MPB, a emprestar tons pastéis e execução standard a elementos do rock e da música de todos os santos, extrapolando fronteiras pré-delimitadas pela dinâmica ideológica e mercantil. Não seria o esgarçamento de tendências comuns ao discurso mediano da MPB que confere ao grupo algo para além das siglas e gêneros? Em outras palavras, como cantar São Paulo no século XXI? A resposta não poderia ser mais explosiva e eficiente: conjurando-a com outras armas brancas, outras químicas quentes, leveza, curto-circuito.

Bernardo Oliveira
Ps.: Baseado no artigo “Escutar de novo, pela primeira vezâ€, editado no blog Matéria, a propósito dos shows do Metá Metá no Oi Futuro Ipanema, dias17 e 18 de agosto de 2012.

>>> BAIXAR O DISCO – Metá Metá “metaL metaL”, clique aqui.

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M.Takara 3 se apresenta em São Paulo.

takara por caroline bittencourt 082

O trio M.Takara 3 formado por Mauricio Takara (bateria, eletrônicos e voz), Guilherme Valério (guitarra) e Rogério Martins (percussão e saxofone) se apresenta na Sala Funarte Guiomar Novaes nesta sexta-feira (12 de outubro) dentro do evento Cidade Sonora, evento que conta com 28 artistas se apresentando todas as sextas-feiras do dia 31 de agosto ao dia 3 de novembro.
Outros participantes: Passo Torto, Xis, Anelis Assumpção, Karol Conka, Elo da Corrente, B-Negão, Rael da Rima, Barbatuques, Emicida, Kl Jay, Bixiga 70 entre outros.

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NA SUA CONCEPÇÃO, O QUE É UMA CIDADE SONORA?
É o som da cidade em um sentido estético. É a música que representa uma cidade, mas que acaba achando singularidades e referências em cada cidade do mundo e do Brasil. Certos elementos estéticos ficam muito presentes na música, na arte em geral, nas manifestações culturais em cada ponto da cidade.

COMO É A RELAÇÃO DA SUA MÚSICA, COMO ARTISTA E INSTRUMENTISTA, COM A CIDADE?
Ter trabalhos variados, tanto em termos de estilo, quanto em relação às pessoas envolvidas, tem a ver com a força de São Paulo. Poucas cidades do terceiro mundo têm a importância cultural que São Paulo tem no circuito mundial. O meu trabalho é fruto disso, sim. Moro numa cidade onde tenho contato com música do país todo, toco com gente de Recife, do Ceará, do país inteiro. Por viver em São Paulo, entrei em contato com muita gente de fora que estava de passagem pelo Brasil, que dificilmente eu teria se estivesse em outro lugar do mundo. Música tem muito a ver com a circunstância e com a localização.

A MÚSICA Dà CONTA DE EXPRESSAR TUDO ISSO: ESSA ATENÇÃO DIFERENCIADA, OS ENCONTROS NA CIDADE, A POSSIBILIDADE DE UMA PRODUÇÃO COLABORATIVA?
Ela pode dar, ela tem que dar. Música tem que ser uma coisa viva, de pergunta e de diálogo. Aliás, todas as artes têm que ser vivas. Por mais que isso tenha mudado positivamente, acho que pode e deve mudar mais. É fácil estar numa situação privilegiada, cultural e artisticamente, e cair num certo conforto.

VOCÊ TOCOU COM O PHAROAH SANDERS, JAZZISTA QUE SIMBOLIZA UMA DETERMINADA GERAÇÃO. O CURUMIM TOCOU COM O HERBIE HANCOCK. IMAGINO QUE, Hà DEZ OU VINTE ANOS, SERIA DIFÃCIL PARA ESSAS GERAÇÕES DIALOGAREM. VOCÊ ACHA QUE ISSO ESTà COLOCADO DIANTE DA EXPANSÃO CULTURAL DA CIDADE?
Acho que tem a ver com uma série de motivos geográficos, políticos, econômicos e culturais que colocaram em São Paulo uma atenção diferente. Jamais me passou pela cabeça tocar com um cara cujos discos eu ia ouvindo no caminho para a escola. Para mim, era um mundo à parte, mas foi se transformando em realidade, por conta desses motivos. Apesar das gerações passadas terem uma disposição tão grande quanto a nossa, a arte em geral responde, mesmo que indiretamente, à realidade que se vive, fruto de diversos fatores. Estou conseguindo desenvolver os trabalhos que eu sempre quis, com muitos dos meus ídolos. Ainda assim, me pergunto: será que estou respondendo a isso da forma que eu poderia? Esse questionamento, essa curiosidade, é muito importante. É fácil pensar: “Tá tranquilo aqui, meus shows estão lotados, as pessoas estão gostando do disco novo, então valeu, é isso aí, vou fazer mais dois, três discos na mesma linha que está tranquilo.†É fácil cair nesse tipo de comodidade. Vejo um pouco disso, claro, na música. A música, por si só, pode ser muito profunda, é uma arte muito carregada. A música pode e deve dar conta de todas essas perguntas, afirmações, aprofundamentos, mas não é fácil, falo por experiência própria, porque estou sempre nessa busca. Acho, inclusive, que uma das coisas que me motivam é estar buscando, é não chegar nunca.

>>> Serviço:
Data: 12 de outubro (sexta-feira) | às 19h30 | R$10 / R$5 (meia)
Local: Sala Funarte Guiomar Novaes
Endereço: Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos
Próximo ao Metrô Marechal Deodoro
Telefone: (11) 3662-5177
Onde estacionar: Estacionamento CIC PARK a 150m da Funarte, na Alameda Nothmann, 1162.

foto: Caroline Bittencourt

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