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Psilosamples e M.Takara vs. Akin no Festival Sónar/SP.

Psilosamples e M.Takara vs. Akin se apresentam no palco Sónar Hall no dia 12 de maio (> Psilosamples: às 16hs @ Sonar Hall | > M.Takara vs. Akin: às 21h30 @ Sonar Hall). O festival que conta com várias atrações nacionais e internacionais no mesmo dia, tais como: Cee Lo Green, Justice, Mogwai, James Blake Live, Squarepusher, Modeselektor, Jeff Mills, Flying Lotus, Four Tet, The Twelves, Gang do Eletro, Nedu Lopes, Munchi, Tiger & Woods, entre outros.

>>> Leia entrevista com Psilosamples para o site Deepbeep e escute músicas inéditas feita para este podcast. clique aqui.
>>> Leia entrevista com Akin para o site Deepbeep falando sobre sua apresentação no festival ao lado de M.Takara, clique aqui.

Serviço:
> Data: 11 e 12 de maio
> Local: Anhembi Parque | Av. Olavo Fontoura, 1.209
> Ingressos:
- Sexta feira inteira: R$ 250
- Sexta feira meia: R$ 125
- Sábado inteira: R$ 250
- Sábado meia: R$ 125
- Passaporte 2 dias inteira: R$ 450
- Passaporte 2 dias meia: R$ 225

Sobre o Festival:

Sónar é, há muito tempo, um evento cultural reconhecido em todo o mundo. Desde 1994, o Festival Internacional de Música Avançada e New Media de Barcelona tem se posicionado como um evendo urbano único, de forte personalidade que atua como plataforma internacional para novos talentos e como expositor de projetos inovadores. Sua edição na cidade de São Paulo, em Maio de 2012, traçará um caminho de criatividade musical e artística de vanguarda sem precedentes.

O Sónar SP nasce com o objetivo de se estabelecer e ter continuidade. A ideia é levar à capital paulista a filosofia do festival de Barcelona e todos os elementos que têm feito do Sónar referência mundial: uma programação musical e audiovisual grandiosa e um componente experimental marcante. Como cenário, um importante enclave urbano e espaços de referência como, neste caso, no emblemático Parque Anhembi.

Tal como acontece em Barcelona, o Sónar São Paulo foi concebido como um festival que combina atividades e performances diurnas, cuja essência principal é o rastreio de novos talentos, a experimentação e as novas tecnologias, com uma programação noturna que apresenta grandes shows e as produções audiovisuais.

O festival terá vários espaços com diferentes tamanhos localizados no Parque Anhembi que, junto com as áreas dedicadas ao SónarPro, abrigarão um grande número de atividades durante os 2 dias.

Horários do festival
Sexta feira das 19h às 05h
Sábado das 15h às 05

+ informações: http://www.sonarsaopaulo.com.br Read More »

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26.04.12 – Trio Rítmico de Pinheiros de graça em São Paulo.

O “Trio Rítmico de Pinheiros” é uma variação do sexteto “Assembléia Rítmica de Pinheiros”. É formado por Mauricio Takara (Hurtmold, M.Takara3, São Paulo Underground e Mundo Tigre) na bateria e composição, Rodrigo Hara no baixo elétrico e Rogério Martins (Hurtmold, M.Takara3) no sax tenor e clarinete. Assim como na formação maior, o foco do trio é num conceito de composição feita para improvisação e criação espontânea, com forte base em idéias rítmicas que dão diretrizes para caminhos melódicos e harmônicos. As composições são apenas temas e possibilidades para um diálogo aberto que resulta em obras totalmente diferentes a cada vez que são executadas. Hermeto Pascoal, Sun Ra, Mike watt, os Afrosambas, a Fire Music de Archie Shepp, Albert Ayler, etc… são influências fundamentais para a existência desse grupo.

Na peça “Paço Fora do Espaço” o trio apresenta composições que se inspiram por lugares espaçosos e suas arquiteturas. Explorando outras formas de disposição dos músicos e seus instrumentos no ambiente criando uma atmosfera sonora diferente da de uma apresentação musical convencional.

Mauricio Takara: Composição, Bateria, Eletrônicos
Rogério Martins: Saxofone e Clarinete
Rodrigo Hara: Baixo Elétrico

>>> Serviço:

Quando: quinta-feira (26.04.12)
Local: Centro Cultural São Paulo (CCSP) | Rua Vergueiro, 1.000 (ao lado da estação Vergueiro de metrô).
Às 21hs em ponto | Entrada GRATUITA.

* participação especial de Ricardo Pereira: Percussão

> Imagem estática: Leandro Figueireido

> Teaser: Rogério Martins

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Agenda de março: Trio Rítmico de Pinheiros, Metá Metá, Ken Vandermark…

Seguimos nossa agenda de março de 2012 com shows do Trio Rítmico de Pinheiros, Metá Metá, Valina (Áustria), MIR (Suiça), Chinese Cookie Poets (RJ), Psilosamples (MG) e o duo formado por Ken Vandermark (EUA) e Christof Kurzmann (Áustria).

Abaixo seguem as datas e detalhes relacionados a estes eventos:

>>> 3 de março (sábado)
TRIO RÍTMICO DE PINHEIROS + VALINA (áustria)
Local: Serralheria | Rua Guaicuris, 857 – Lapa/SP
a partir das 21hs | R$15 (somente dinheiro ou cheque)

>>> 4 de março (domingo)
MIR (suiça) + CHINESE COOKIE POETS (rj)
Local: Serralheria | Rua Guaicuris, 857 – Lapa/SP
a partir das 21hs | R$10 (somente dinheiro ou cheque)

>>> 8 de março (quinta-feira)
METÁ METÁ
Local: SESC Consolação | Rua Doutor Vila Nova, 245 – Vila Buarque/SP
a partir das 21hs | R$10

>>> 16 de março (sexta-feira) * VOODOOHOP xxx DESMONTA
PSILOSAMPLES + MUNDO TIGRE + RESPONSE PIRITUBA + SEIXLACK + THOMASH + SOUKSOUKLOW + MARINA SARNO
Local: Serralheria | Rua Guaicuris, 857 – Lapa/SP
a partir das 22hs | R$20 na porta | R$15 na lista (enviar seu nome para: contato@desmonta.com) – lista válida somente até o dia 14.03.
Lotação máxima da casa: 250 pessoas.

>>> 17 de março (sábado)
METÁ METÁ
Local: Funarte | Al. Nothmann 1078, Campos Elíseos/SP
Às 19h30 | R$5/R$2,50

>>> 24 de março (sábado)
KEN VANDERMARK (eua) + CHRISTOF KURZMANN (áustria)
Local: Centro Cultural São Paulo | Rua Vergueiro 1.000/SP (Praça das Bibliotecas)
Às 20hs | Entrada Gratuita

>>> 25 de março (domingo)
KEN VANDERMARK (eua) + CHRISTOF KURZMANN (áustria) + THOMAS ROHRER (suiça/sp) + PANDA GIANFRATTI
Local: Serralheria | Rua Guaicuris, 857 – Lapa/SP
a partir das 21hs | R$15

***

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Lançamento: Psilosamples “mental surf” dsm011.

O músico e produtor Zé Rolê, mais conhecido como PSILOSAMPLES, acaba de lançar seu primeiro cd “Mental Surf”. O cd contém 9 faixas produzidas e mixadas por Psilosamples, masterizado por Fernando Sanches no estúdio El Rocha e arte de Juliana Rocha. Psilosamples vem ganhando uma certa atenção em várias cidades do país. Ano passado, participou do Festival Eletronika em Belo Horizonte e do Festival Novas Frequências no Rio de Janeiro, e em dezembro deu início a uma turnê pelo o nordeste do país. O ano começa com algumas surpresas, como o lançamento de seu primeiro disco, a participação no Festival Digitalia, em Salvador e a participação no Festival Sonar 2012, que acontecerá no mês de março em São Paulo.

>>> Já é possivel fazer seu pedido através do site da Desmonta. O valor do cd é de R$10 + despesas de envio. *** Todos os pedidos serão enviados a partir do dia 22 de janeiro.

>>> Para fazer seu pedido: clique aqui, preencha os campos obrigatórios e retornaremos com os dados bancários para o envio de sua compra.

>>> Show de lançamento: Para quem estiver em São Paulo, dia 28 de janeiro (sábado) acontece o show de lançamento do disco “mental surf” dentro da festa VoodooHop, com shows do Mundo Tigre (Mauricio Takara solo set) e Bachstelzen (Bar25/Berlim).


1 – Eterna criança do mato
2 – Ovelha negra
3 – Estrada de terra
4 – Coroação de urtiga (interlúdio)
5 – O príncipe da roça
6 – Bom dia menina pelada!
7 – Meteorango Kid
8 – OK, Zé da roça
9 – RÁleluia (Bonus track)

Psilosamples_O principe da roça by DESMONTA/BAFOQUENTE

www.psilosamples.com

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(vídeo + entrevista) Han Bennink e Phil Minton.

O pessoal da +Soma finalizou um excelente registro em vídeo produzido durante a passagem do músico holandês Han Bennink e o inglês Phil Minton em São Paulo, mais precisamente no dia 11 de dezembro de 2010. As imagens fazem parte da entrevista feita por Raquel para a revista +Soma. Logo abaixo segue a entrevista publica na revista edição #22. Memorável !!!

+SOMA::OnProgressSeries::Han&Phil from kultur studio on Vimeo.

Direção: Alexandre Charro
Captação: Fernando Martins
Entrevista: Raquel Setz
Som: Jairo Ilha
Montagem/Finalização: Fernando Stutz

“Somos parte da antiga tradição de fazer música” – Han Bennink & Phil Minton

Por Raquel Setz . Fotos Fernando Martins Ferreira

Nascidos durante a Segunda Guerra Mundial, começaram no jazz, mas desenvolveram uma linguagem radical de improvisação que segue por um viés diferente daquilo que se costuma entender por free jazz e chega a questionar os limites do próprio conceito de música. Assim como os compositores eruditos contemporâneos, Han e Phil frequentemente não trabalham com melodia, harmonia e ritmo. No show conjunto dos dois no CCSP, em 11 de dezembro de 2010, Minton passou longe dos famigerados “daba daba da” dos improvisadores vocais do jazz. Durante os 30 minutos da apresentação, produziu uma gama de sons nada convencionais, que incluíam gritos e grunhidos guturais. Han Bennink tocou com apenas uma peça da bateria, a caixa – embora o chão, o banco e até as solas dos sapatos tenham se convertido em instrumentos de percussão ao longo do show. Na manhã seguinte, eles conversaram com a Soma no Parque do Trianon, de forma tão eloquente quanto a música que apresentaram no palco.

Havia um elemento visual bem forte no show de ontem: o jeito como Phil mexe o corpo e as coisas divertidas que Han faz.

PHIL . Não tenho consciência da teatralidade. Por coincidência, preciso fazer assim para produzir os ruídos. Não presto atenção no público.

HAN . Você senta e tentar ser o mais normal possível. Eu reduzi meu kit apenas à caixa, mas às vezes não estou a fim de ficar sentado atrás da caixa. E por que não tocar a mesma coisa, só que no chão? Posso deitar, tocar um ritmo e depois me sentar de novo. É outro material, e eu prefiro isso a ter as coisas comuns em um kit de bateria. Acho que voz e caixa juntos é o mais limitado que você pode ter. E pra mim foi perfeito. Muito obrigado, Phil.

PHIL . Obrigado, Han. São os dois instrumentos básicos, com os quais começamos. Pessoas começaram a cantar antes de construir pianos Steinway ou grandes kits de bateria. As pessoas batucavam nas coisas e cantavam há milhares de anos. Somos apenas parte da antiga tradição de fazer música.

Como vocês se interessaram pela música improvisada?

PHIL . É difícil lembrar das coisas (risos). É uma resposta engraçada, mas genuína: não gosto de decorar o material [que vou tocar]. Eu faço isso, mas prefiro ser meu próprio compositor. Me interessei ainda garoto. Quando eu tinha 15 ou 16 anos, alguns amigos que estudavam Artes me mostraram quadros de Jackson Pollock. Fiquei interessado e tentei, embora não soubesse como, fazer música que parecesse um quadro do Jackson Pollock.

“Música improvisada é como o trânsito de São Paulo. Você tem que sobreviver e não é possível atravessar a rua exatamente do mesmo jeito todo dia. Mesmo que vá de um mesmo lugar para o outro, pela mesma rua, ainda assim você improvisa.” Han Bennink

Nesse momento você percebeu que cantar do modo tradicional não era o bastante?

PHIL . É, não era pra mim. É possível fazer tantas coisas com a voz. É um instrumento definitivo, é infinito. Me interesso por isso há 40 anos.

E você?

HAN . De certo modo, sou como o Phil. Quando jovem, eu era baterista de jazz – o que ainda sou – e toquei com vários músicos famosos. Mas quando eu entrei na escola de artes em 1960, me interessei muito por Marcel Duchamp, Picabia, Man Ray, Kurt Schwitters. Eu trabalhava nessa direção e passava cada vez menos tempo tocando. E hoje eu improviso totalmente. Eu tenho que improvisar, porque não sei ler partitura. Sou cego para notação musical, pra mim é um monte de cocôs voadores em uma folha de papel (risos). Houve uma época na Holanda em que todos tínhamos enormes kits de bateria. Aí eu disse para mim mesmo: “Se você quer mudar alguma coisa, deve voltar pro básico”. Hoje eu tento tocar apenas a caixa. Mas o seu ponto de vista, como espectadora, é completamente diferente. Ontem uma garota veio até mim e disse que o show a fez lembrar de uma peça de Samuel Beckett chamada Fim de Partida. Gostei muito, achei um elogio. Música improvisada é como o trânsito de São Paulo. Você tem que sobreviver e não é possível atravessar a rua exatamente do mesmo jeito todo dia. Mesmo que vá de um mesmo lugar para o outro, pela mesma rua, ainda assim você improvisa.

Quando eu tinha 15 ou 16 anos, alguns amigos que estudavam Artes me mostraram quadros de Jackson Pollock. Fiquei interessado e tentei, embora não soubesse como, fazer música que parecesse um quadro do Jackson Pollock.” Phil Minton

No campo da música improvisada existe o conceito de “erro” ou tudo é possível?

PHIL . Podemos cometer erros, erros estéticos pessoais. Às vezes eu fico “não devia ter feito isso”.

HAN . Claro, faz parte do jogo.

PHIL . Você disse “desculpa” na noite passada! (risos)

HAN . Mas eu não estava falando sério (risos). Usei esse “desculpa” como material. As pessoas, até no dia-a-dia, se copiam muito. É difícil ver personalidades. E jazz e música improvisada são isso. Jazz, para mim, é a pessoa por trás da música: Louis Armstrong é jazz, Sonny Rollins é jazz. Você fala o nome e já sabe o estilo. Há muitos instrumentistas que sabem tocar as escalas do Coltrane, tocam até de ponta-cabeça. Não estou interessado nessa bobagem. É como arte. Por que deveríamos ter um segundo Rembrandt ou um segundo Van Gogh?

PHIL . Milhares de John Coltranes pelo mundo…

HAN . (exaltado) Milhares de John Contranes, milhões de Charlie Parkers! Não é culpa do Charlie Parker, é nossa culpa. Você deve aprender com eles, mas nunca copiar. Nunca vou tocar como o velho Joe Johnson – embora eu quisesse – e como Kenny Clarke, porque eu não nasci onde ele nasceu. Gosto de tocar partindo da minha bagagem cultural. Sei improvisar muito bem em música, mas no dia-a-dia sou uma negação. Não sei mexer no computador, sou nervoso, sou cego. Adoro este ambiente, mas ter que fazer xixi num lugar como aquele (se referindo ao banheiro do boteco na Paulista onde paramos para uma cerveja antes da entrevista), meu Deus! No primeiro dia, me tranquei no hotel para não ver tudo, é muita informação. Eu vejo demais. E eu falo demais, mas é porque eu fui muito gago durante 24 anos e tenho que correr atrás do tempo perdido. Desculpe por isso.

PHIL . Você gaguejava? Hoje não há nem sinal disso.

HAN . Não, mas quando eu fico nervoso e empolgado, tenho de novo. Mas acho charmoso agora que sou um senhor. Moças jovens vêm ajudar. (risos)

“Na Holanda, os graffitis são nonsense psicodélico, pessoas explodindo, cores horrorosas. O [pixo] daqui é um retorno à caligrafia, à caligrafia zen. Gostei muito.” Han Bennink

Para algumas pessoas, jazz são os standards do “real book”, mas esse é um ponto de vista completamente anacrônico.

HAN . Pra mim isso não é jazz, é uma cópia de jazz. Hoje na Holanda há uma máquina de café, mas aquilo não é café, é uma porra duma bebida feita com café! Lembra vagamente café. Então eles tocam o que já foi inventado por outra pessoa. É idiota, mas muitas pessoas tomam isso como certo. Eu acho nonsense. Na Europa, há milhões de cópias de música brasileira, bossa nova. Mas a verdadeira é difícil de achar. Prefiro botar minha bateria em uma tempestade, com microfones de contato pra que se possa ouvir, a fazer o “pling ploing ploing” que a maioria faz.

Às vezes, nesse tipo de música, parece que tudo virou caos, que ritmo, harmonia e melodia desapareceram. Mas aí todos da banda começam a tocar uma mesma melodia ao mesmo tempo e então você percebe “ah, não era tão caótico”. Como isso funciona?

PHIL . Ouvimos um ao outro o tempo todo. Eu me inspiro no Han e espero que ele se inspire em mim. Trabalhamos juntos e criamos uma forma. É quase impossível dizer… na música erudita há os ideais clássicos de sinfonia perfeita, sonata perfeita, mas não viemos dessa tradição. Nós dois viemos do jazz. Quando jovem, eu tocava trompete e achava uma irresponsabilidade tentar tocar como Miles Davis. Ouvindo o jazz desde os anos 20 até o fim dos anos 50 – que foi quando eu comecei a ouvir jazz intensamente – dá pra ver toda a evolução. Era a música do povo, em que podíamos criar nossas próprias regras.

Sobre o Feral Choir (projeto de Phil Minton em que ele dá uma série de workshops para cantores não-profissionais e no fim faz uma apresentação com eles): você disse que qualquer um que respire é capaz de produzir sons que deem uma contribuição estética positiva. Você acredita que a vontade de se expressar é mais importante do que ter técnica ou ter um dom natural?

PHIL . As pessoas que se envolvem não são obcecadas pela voz como eu sou. A maioria das pessoas usa a voz para passar informações. Você pode passar informações do jeito chato, como estou fazendo agora, mas há outras possibilidades. A palavra “não” pode significar tantas coisas. (Começa a falar “no” com várias intenções diferentes) Há todas essas emoções em apenas um pequeno som, é possível achar tantos significados diferentes. Acho que a linguagem é um jeito inadequado de se comunicar, acho que seríamos muito mais felizes se fizéssemos… tipo, fui com o Han pedir leite hoje de manhã e ele disse (diz a palavra “milk” do jeito mais estranho possível). E ele conseguiu o leite, todos ficaram felizes, nos comunicamos bem.

“Encontrei com [Peter Brötzmann] recentemente em Melbourne, tocamos juntos de vez em quando e eu gosto muito dos quadros dele, ele é um ótimo pintor. Mas aprender com ele? De jeito nenhum, baby!” Han Bennink

Li uma entrevista em que você usa a expressão “sons positivos”. Pode me explicar o que é?

PHIL . Acredito que a maioria dos sons se encaixam na categoria de positivos. Há um som que eu tento não usar, mas como eu fumo às vezes acontece de… (tosse). Não acho que seja uma bom som. É um som negativo. Também não gosto de sons de fúria (dá um berro de arrebentar os tímpanos). Não gosto disso.

Mas você usa.

PHIL . Tento usar de um jeito musical. Nunca estou furioso quando canto. É a pior coisa para a voz, porque tensiona tudo.

Vocês dois tocaram com Peter Brötzmann. Há até uma música pra você (“Music for Han Bennink”, do clássico Machine Gun, de 1968). Ele é uma influência, aprenderam algo tocando com ele?

HAN . De jeito nenhum! Você tá brincando comigo?! Peter queria um baterista, era 1968, e Willem Breuker (saxofonista do Peter Brötzmann Octet), que morreu recentemente, disse para ele: “Você deveria tocar com o Han Bennink”. Naquela época, tocávamos com dois bateristas: Sven-Åke Johansson e eu. O famoso disco do Brötzmann, Machine Gun, foi feito e todo mundo fala sobre isso. Para mim, foram as piores circunstâncias para tocar. Começa que eu não conseguia ouvir ninguém. Uma vez, fizemos um show em Bremen em uma yurt. Você sabe o que é uma yurt? É uma tenda onde as pessoas vivem na porra da Mongólia, toda feita de cobertores. Eu não ouvia nada! A cena pop escolheu aquele disco como algo bem Captain Beefheart, mas o Peter é muito diferente. Encontrei com ele recentemente em Melbourne, tocamos juntos de vez em quando e eu gosto muito dos quadros dele, ele é um ótimo pintor. Mas aprender com ele? De jeito nenhum, baby!

PHIL . Ele é um ótimo espírito, mas não aprendi muita coisa com ele além de resistência. Ele consegue tocar por um período bem longo.

HAN . Tínhamos [o saxofonista] Evan Parker, [o trombonista] Paul Rutherford na banda. Eles tocavam solos bem longos, e se você é um dos ou o único baterista, eles gostam de um estilo em que você os sustenta o tempo todo e…

PHIL . (interrompendo) Free jazz.

HAN . (irônico) É, isso é free jazz. É o nome mais errado que já existiu porque não há nada “free” no mundo.

“Quando jovem, eu tocava trompete e achava uma irresponsabilidade tentar tocar como Miles Davis. Ouvindo o jazz desde os anos 20 até o fim dos anos 50, dá pra ver toda a evolução. Era a música do povo, em que podíamos criar nossas próprias regras.” Phil Minton

Por quê?

HAN . O que é “free jazz”? Significa que as pessoas não precisam pagar pelo show (em inglês, “free” significa tanto “livre” como “grátis”)? Ou que os músicos não recebem? O que significa “liberdade” pra você? Acho que é um nome errado. Nós improvisamos. O nome que (o pianista) Misha Mengelberg inventou, “composição instantânea”, é ótimo, muito melhor que “free music”.

PHIL . Houve um período no free jazz em que não havia limites, a banda toda tocava ao mesmo tempo.

HAN . É meio bagunçado, pra mim.

PHIL . Mas evoluiu, você não ouve muito isso atualmente. Peter Brötzmann continua fazendo…

HAN . A coisa boa sobre Peter é que ele não está longe de ser um imitador do Coltrane, mas basta ele tocar uma nota para você saber que é o Brötzmann. É exatamente o que eu gosto: não é jazz, não é free music, é música criada por uma pessoa. É como caligrafia.

Me contaram que você adorou as pixações de São Paulo.

HAN . Muito, muito. Acho que, se algo é novo, você deveria tentar mantê-lo o mais claro possível. Na Holanda, os graffitis são nonsense psicodélico, pessoas explodindo, cores horrorosas. O daqui é um retorno à caligrafia, à caligrafia zen, apesar de ser feito com spray.

“O que é ‘free jazz’? Significa que as pessoas não precisam pagar pelo show? Que os músicos não recebem? O que é ‘liberdade’ pra você? Acho que é um nome errado. Nós improvisamos. O nome que Misha Mengelberg inventou, ‘composição instantânea’, é muito melhor que ‘free music’.” Han Bennink

Tem a ver com a coisa de tocar só com a caixa.

HAN . Totalmente. Ouvi que as coisas que vocês fazem aqui são completamente diferentes do que eles fazem no Rio. É incrível! Dá pra ver que vem de São Paulo. Jazz também deveria ser assim e já foi assim: havia a música de New Orleans, depois todo mundo se mudou para Chicago.

Acho que é isso. Obrigada e obrigada pelo show também, foi incrível.

HAN . Também fiquei muito satisfeito. Porque nunca se sabe, há sempre um risco. Claro que há ferramentas suficientes para fazer algo, mas devemos realmente nos conectar. Sei quando funciona: as pessoas estão quietas ao redor de você. Você é o senhor de tudo. É incrível alcançar esse ponto.

Saiba mais:

www.philminton.co.uk
www.hanbennink.com

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Metá-Metá na lista dos melhores discos de 2011.

Metá-Metá, trio formado por Kiko Dinucci, Juçara Marçal e Thiago França foi lançado em maio em formato digital pelo o aplicativo Bagagem e logo depois em cd pelo o selo Desmonta em parceria com a Circus produções. 2011 foi um ano cheio de elogios e apresentações do trio em diversas cidades do Brasil. Agradecemos a todos que compareceram aos shows, baixaram o disco, compraram o cd, compartilharam resenhas, críticas, etc…

>>> Separamos algumas lista de melhores discos de 2011 em que o Metá-Metá foi escolhido:

- Uia Diário, clique aqui.
- +Soma, clique aqui.
- Lee Baby Simms Show, clique aqui.
- UOL/Ronaldo Evangelista, clique aqui.
- Outros Críticos, clique aqui.
- Na Mira do Groove, clique aqui.

>>> Vídeo: Metá-Metá no último show do ano na Casa de Francisca por Marcio Cassetari.

Vias de fato from Mario Cassettari on Vimeo.

>>> Aonde baixar: clique aqui.
>>> Aonde comprar: clique aqui

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(Videos) Mundo Tigre.

Nesta semana foi postado dois vídeos do Mundo Tigre – projeto solo do músico Mauricio Takara embasado no uso de hardwares analógicos e digitais como passo para criação de música eletrônica. Na mesma semana o vídeo recebeu atenção do site MATRIXSYNTH, site especializado em hardwares e instrumentos vintages com atualização diária.

MUNDOTIGRE – #1 from rogerio martins on Vimeo.

MUNDOTIGRE #2 from rogerio martins on Vimeo.

>>> Video: Rogério Martins
>>> Foto: Caroline Bittencourt

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Royal Improsivers Orquestra em São Paulo.

Sediado em Amsterdam, o grupo criado pelo saxofonista brasileiro Yedo Gibson conta com 13 músicos oriundos de diferentes países e gêneros musicais, como o jazz, o punk e a música barroca, e é atualmente um dos mais representativos da nova geração de improvisadores dos Países Baixos. A RIO vem pela primeira vez ao Brasil para lançar um disco gravado ao vivo na Bimhuis de Amsterdam, com participação do lendário baterista holandês Han Bennink.

*Dia 16.12 (sexta-feira) | Grátis

Local: Centro Cultural da Juventude (CCJ)

Endereço: Av. Deputado Emílio Carlos, 3.641. Vila Nova Cachoeirinha. Zona Norte

*Dia 17.12 (sábado) | às 19hs | Grátis

Local: Centro Cultural São Paulo (CCSP)

Endereço: Rua Vergueiro 1000

>>> +++

Aproveitando a vinda da Orquestra ao Brasil, resolvemos fazer um evento para reunir membros da orquestra e músicos brasileiros. O evento, chamado Amsterdam invade São Paulo, ocorrerá em duas noitas com 3 apresentações diferentes, na Serralheria.

_Programação:

________Dia 13/12 (terça-feira) | a partir das das 19hs.
R$10,00

#1
James Hewitt (violino barroco)
Marcos Baggiani (bateria)
Rubens Akira (clarone)

#2
Luiz Eduardo Galvão (guitarra)
Felicity Provan (trompete)
Renato Ferreira (baixo acustico)
Sandra Pujols (voz)

#3
Yedo Gibson (sax)
Panda Gianfratti (bateria)
Mikael Szafirowski (guitarra)

***
________Dia 14/12 (quarta-feira) | a partir das das 19hs.
R$10,00

#1
Marie Guilleray (voz)
Thomas Rohrer (rabeca e sax)
Marcio Gibson (bateria)
Renato Ferreira (baixo acustico)

#2
Rodrigo Kouve (shamisen)
Romulo Alexis (trompete)
Oscar Jan Hoogland (clavicorde elétrico)
Marcos Baggiani (bateria)

#3
Onno Govaert (bateria)
Flávio Lazzarin (bateria)
Andre Calixto (sax)
John Dikeman (sax)
Alfredo Genovesi (guitarra)

http://www.royalimprovisersorchestra.com/

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Psilosamples “mental surf” – lançamento no Brasil e Japão.

É oficial o nascimento do primeiro disco do mineiro pouso-alegrense Zé Rolê, aka Psilosamples. Não existe uma data certa para a chegada do CD mas garantimos que a bomba estará pronta até o final deste ano ou início do ano que vem. Um dos motivos da incerteza de uma data exata para o lançamento é porque o CD está sendo feito no Japão, onde também será distribuido em parceria com a DESMONTA, pelo selo OCTAVE/ULTRAVIBE RECORDS, responsável por lançamentos de artistas como Cut Chemist, Madlib, Declaime, PG Lost, Onra, Fox Face, Burial, The Stance Brothers, Guillemots, José Gonzales, Logh, John Robinson, entre outros.

Faixas:
1_eterna criança do mato
2_ovelha negra
3_estrada de terra
4_coração de urtiga (interlúdio)
5_o príncipe da roça
6_bom dia menina pelada
7_meteorango kid
8_ok, zé da roça
9_RÁleluia (bonus track)

Créditos:
Gravado e mixado por Psilosamples_Masterizado por Fernando Rocha no estúdio El Rocha_Todas as músicas por Psilosamples_Arte por Juliana Rocha_Conceito de arte por Juliana Rocha, Psilosamples e Luciano Valério.

Psilosamples_O principe da roça by DESMONTA/BAFOQUENTE

>>> Saiba mais sobre Psilosamples:
_desmonta website
_artista website
_soundcloud

>>> Foto: Renan Modenese

>>> Capa do cd: Juliana Rocha

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(Video) M.Takara no petites planétes.

Este vídeo foi gravado em São Paulo no mês dezembro de 2010 como parte da série “Petites Panéts” produzido por Vincet Moon e M.Takara.
Filmado e editado por Vincent Moon, som direto por Fábio Guilguer e mixagem por Raphaelle Duquesnoy.

>>> Palavras do próprio Vincent Moon:
Se você estiver em São Paulo, não pode ignorar os novos sons que emergem do selo Desmonta, e especialmente os sons que M.Takara vem fazendo já alguns anos. Ele é um excelente baterista dentro desta nova emergente cena de música experimental na megalópole brasileira, com muitos projetos e colaborações diversas ao redor do planeta, de Damo Suzuki  à Phil Minton, de Luc Ex à Joe Lally. Nós nos encontramos sob uma chuva pesada no centro histórico da cidade para experimentar com a amostragem ao vivo em um gameboy e improvisando com os sons da chuva, terminando no topo do famoso Edificio Itália, que domina a selva urbana.

collection petites planètes • outtake • M.TAKARA from Vincent Moon / Petites Planètes on Vimeo.

fonte: Vincent Moon e Petites Planétes

frame: Vincento Moon

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